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    América Latina
    Um terço das mulheres no mundo vive em moradias inadequadas
    20/05/2009
     
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    O acesso a uma moradia adequada é um direito fundamental do ser humano garantido por vários acordos e tratados internacionais. Entretanto, em muitos países esse direito ainda não é totalmente respeitado. A situação torna-se pior quando as mulheres são as líderes da casa.

    Segundo Sonia Cárdenas, coordenadora da Área de Mobilização Social de Habitat, de Habitat para a Humanidade Chile, aproximadamente um terço das mulheres no mundo vivem em uma moradia inadequada. Isso mostra que o direito à moradia ainda precisa ser respeitado como um direito humano, levando-se em consideração, também, a questão de gênero.

    De acordo com a Coalizão Internacional para o Habitat (HIC), as mulheres ainda enfrentam discriminação e situações complexas, como problemas para conseguir a posse legal de terrenos e a desocupação forçada. Isso porque, na maioria dos países, há uma tendência de o homem possuir a propriedade legal do terreno. Dessa forma, não é raro encontrar mulheres divorciadas ou separadas do marido sem casa ou vivendo em condições precárias com a família.

    Dificuldade de acesso ao mercado de trabalho e baixas remunerações também são fatores que afetam na qualidade de moradia das famílias que apresentam mulheres como líderes do lar. Para mudar essa situação, diversas organizações do mundo estão realizando projetos de desenvolvimento de moradias dignas para famílias cujas mulheres são as responsáveis pela casa.

    No Chile, por exemplo, entre 2007 e 2008, 1.892 famílias lideradas por mulheres foram atendidas por projetos que ajudam no acesso habitacional. Situação semelhante aconteceu no México, onde o projeto "Mulheres movem o mundo", da Habitat para a Humanidade México, construiu cem casas para famílias lideradas por mulheres que viviam em condições de marginalização e pobreza, em dez diferentes estados do México.

    A organização Habitat para a Humanidade também está ajudando a melhorar a moradia de famílias na Guatemala e no Paraguai. Cerca de 3 mil casas são construídas, por ano, pela organização na Guatemala. No Paraguai, a campanha "Pela casa 1000, mãos à obra!" pretende chegar ao objetivo em junho deste ano. Iniciada em 1998, a campanha, até dezembro do ano passado, já tinha construído, 900 casas, beneficiando quase 5 mil cidadãos paraguaios. Tal iniciativa está sendo conseguida com a ajuda de voluntários, empresas e comunidades de diversas partes do mundo.

    Edital

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